quarta-feira, 28 de abril de 2010

QUERMESSE

Nas proximidades de cada mastro, armava-se uma estantaria, uma espécie de altar preenchido de coisas miudas, copinhos, sabonetes, canecas, pentes, flaitas e o mais que a imaginação possa alcançar e na pedincha pudesse ser acareado. A cada peça correspondia um número que depois era sorteado entre mil papelinhos de cor, enrolados como se fossem palitos dobrados ao meio. E toda a noite, contavam-se os tostões, comprava-se a sorte aos punhados, para levar para casa , uma coisita qualquer, sem proveito talvez, mas que somada ao vivenciar do baile, acrescentava a alegria da vida.