quarta-feira, 12 de maio de 2010

DIA DA ESPIGA

Desde que os homens guardam memória, quarenta dias depois da Páscoa, na quinta feira de Ascensão, é dia da espiga.
Com simbologias religiosas e profanas a data é(ra) assinalada com idas ao campo, para passeio, folguedo e particularmente, para colher e trazer para casa, uma mescla de flores silvestres, espigas de cereais diversos e um raminho de oliveira.
De um ano para o outro, fica(va) resguardado em sítio já reservado ao enfeite, muitas vezes por detrás da porta. Traz(ia) abastança, sorte e saúde aos donos da morada.
Este costume, está ligado a antigas tradições pagãs e há quem diga, aos Maios e às Maias.
Este ano, coincidente com o treze de Maio, o dia da espiga, também chamado de "dia da hora" , é tido como o "dia mais santo do ano" e sempre que é meio dia, tudo pára. "As águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam". È então o momento ideal para se fazer a recolha das ervas medicinais e colher as plantas para constituirem o ramo da espiga.
Lá mais para diante, quando vierem as invernias, os trovões e os perigos, em caso de aperto, queima-se na lareira um pouco do raminho já seco e a sua virtude há-de afastar os raios para as bandas do mar.
Para compôr o seu raminho, colha espigas de cereais (pão), malmequeres ( ouro e prata), papoilas (amor e vida), oliveira ( azeite e paz) e alecrim ou rosmaninho ( saude e força).