quarta-feira, 17 de novembro de 2010

NESTE CASTRO DO PRESENTE


Homem de poucas falas e baixas, olhar esverdeado,bigodinho como fita sobre o lábio. Chamava-se Francisco, isso sei. Outros nomes e apelidos não lhe conheci. Tinha a alcunha de Chorro, não sei porquê. Trabalhava dia a dia, ano a ano, como ganhão numa herdade e ao fim do dia, espreitava para dentro do café ou encostava-se às paredes na Praça para ver o movimento. Nem imagino o que pensava, dentro do seu silêncio, enquanto fumava, constantemente, tabaco de onça.
Foi. Poucos serão hoje, os que ainda o lembram, neste Castro do presente.