quinta-feira, 11 de novembro de 2010

S. MARTINHO

 

A tradição da castanha não era grande nesta terra de muita bolota e de pouco dinheiro. Mas o S. Martinho era sempre marcado, com uns copos a mais, de vinho novo, saído ainda cru, das talhas das nossas adegas, para prova temporã dos mais apressados. Por outro lado e por esta altura, a azeitona já estava preta e com ela, faziam-se pinturas murais, pela calada da noite, nas paredes brancas das casas dos mais destacados apreciadores da vinhaça.
Também, nas manhãs do dia de amanhã, a vila acordava com garrafões e cruzes pintados a cal na calçada defronte das moradas daqueles que durante o ano davam mais nas vistas enquanto apreciadores e abusadores do nectar de baco.
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