quinta-feira, 22 de março de 2012

sexta-feira, 16 de março de 2012

O CANTE MERECE MAIS


CANTE A PATRIMÓNIO – As participações virtuais



                                          José Francisco Colaço Guerreiro



Mal foi anunciada a intenção de ser proposta uma candidatura do Cante a Património da Humanidade, embandeirámos em arco com essa perspectiva e em resultado   de uma convergência de propósitos dos grupos do Facebook , “Alentejo – Terra e Gente” e “ Alentejanos no Facebook” , redigimos e divulgámos o seguinte manifesto que foi apresentado sob a  forma de petição pública, a subscrever “on line” na Internet: 

 -  “ O Cante Alentejano é uma forma de expressão vocal, arreigada na nossa memória colectiva e tradicionalmente interpretada pelos habitantes de uma grande parte do imenso Alentejo, cuja melodia,  forma e regras têm vindo a ser cautelosamente respeitadas e transmitidas de geração em   geração.

 -  Guarda-se , por isso, activa e incólume, essa forma de cantar que impregna, como sua parte integrante e indissociável ,o imaginário e o ser espiritual do povo alentejano. Na sua terra ou desterrados algures no mundo, os alentejanos revêem-se sentimentalmente nas suas “modas” e por isso, as cantam com paixão, quer na envolvência descontraída de um convívio, quer no aprumo dos Grupos Corais, onde desde há muito se organizam, para cultivarem esta essência da sua tradição. 

 – Por insistência da “MODA- Associação do Cante Alentejano”, a quase totalidade dos concelhos do Alentejo e mais alguns da área da Grande Lisboa, classificaram o Cante como seu património e iniciaram também acções de apoio ao seu ensino junto das escolas do ensino básico, buscando-se  futuro para esta nossa herança do passado.

 – Apesar da continuada aculturação de que somos alvo e do sistemático aviltamento das nossas raízes que desde há décadas nos mina a identidade cultural, o Cante Alentejano tem resistido ao seu tendencial apagamento e continua, apesar das múltiplas dificuldades, a impor-se, determinando o continuado aparecimento de novos Grupos Corais, em particular os femininos, que em si mesmos, constituem um inegável e determinante factor de coesão social e cultural para as gentes transtaganas. 

 – Neste contexto, porque o Cante Alentejano constitui uma preciosa expressão de sentimento, alma e vida do nosso povo, cuja perda seria irreparável para nós e empobrecedora para toda a humanidade, vimos manifestar o nosso apoio à Candidatura do Cante Alentejano como Património Imaterial da Humanidade, de cuja aprovação resultará um justo reconhecimento por parte da UNESCO da grande valia etno-musical da “moda”, um novo alento para os actuais e futuros interpretes, assim como a garantia da necessária salvaguarda deste património de valor inestimável “. 

Assim foi divulgada a nossa petição e  neste preciso momento, nela contabilizamos mil oitocentas e treze assinaturas virtuais, de outros tantos alentejanos reais ou de amigos do cante que desta forma quiseram expressar o seu apego às raízes ou pretenderam demonstrar o seu desejo de verem a moda dignificada no presente e salvaguardada no futuro. 

Ora, se esta forma de intervenção nos pareceu correcta para acarinhar a ideia, incentivando e criando uma  base cultural de apoio essencial ao bom desenvolvimento da candidatura, não nos parece correcto que a organização tenha, por sua vez, adoptado esta metodologia do “abaixo assinado”, como meio único para edificar um projecto de tamanha complexidade.

Mas assim foi.

Porque não tem vagar nem vontade de fazer diferente, às autarquias, aos grupos corais e aos outros agentes locais do cante alentejano,  a comissão executiva  nada mais pede do que uma assinatura de compromisso.

 Não lhes  sugere  reuniões locais de trabalho, nem lhes são pedidas ideias ou contributos.

Partindo do principio de que “quem paga é que manda”, excluiu da área de influencia e intervenção, todas as forças vivas ligadas ao cante,  remetendo-as ao papel de meras observadoras e apoiantes, aniquilando, por isso, obviamente, o desejável sentimento de pertença do projecto. Por esta razão, nenhum outro concelho, além do de Serpa, se pode  identificar de uma forma activa e envolvente com esta candidatura, à qual não foi chamado  de pleno direito e onde não teve hipótese de  pregar nem prego nem estopa. 

 Por outro lado, a pressa  e a metodologia dos proponentes,  esvaziou intencionalmente o necessário  debate de ideias e circunscreveu a discussão publica sobre o tema, a dois momentos de curta duração inseridos nas apresentações da candidatura ocorridas em Lisboa e em Serpa.

Em resultado, em vez de ser proposto à UNESCO   um “plano de salvaguarda” do cante que seja o repositório de experiências e de saberes, aqui ao longo de vidas forjados, tecido pelos compromissos, garantias e vontades assumidos pelos nossos autarcas e corais, vamos entregar uma pasta cheia de escritos, nos quais, os verdadeiros interessados não escreveram uma linha.

Em suma, na óptica da organização, o envolvimento das comunidades e das entidades ligadas à moda, com o processo de elaboração da candidatura, inicia-se e conclui-se com uma assinatura  num impresso  .

Deste jeito, importa reter, que  quando a organização anuncia  contar com a participação de uma centena de autarquias, de umas dezenas de grupos corais e umas centenas de cantores,tal significa, tão só, que tem em mãos outros tantos papeis subscritos, mas que para além disso, nada mais existe de palpável em termos de participação, de cumplicidade ou de débito de contributos, tendo em vista o futuro de cante. 

E é por esta via que se  caminha para a rápida entrega em Paris de uma candidatura que tendo embora, como lema um desejo de nós todos,  encerra dentro de si um vazio do tamanho do Alentejo.

Pagou-se um filme , encomendaram-se estudos e não se descurou o markting.

 Agendou-se uma data de entrega breve , calendarizaram-se manifestações de amiúde para o entretanto e daqui a algum tempo, lá para Novembro de 2013, veremos, então, se o cante alentejano foi, realmente, o beneficiário deste processo.

(artigo publicado na edição de 16/03/2012 do jornal "Correio Alentejo")

quinta-feira, 15 de março de 2012

A VIOLA CAMPANIÇA

O Grupo de Violas Campaniças da Corte Malhão esteve esta noite no Programa Património

UMA GRANDE VONTADE DE CANTAR

Grupo Musical Amoreirense actuando no ultimo Programa Património

segunda-feira, 12 de março de 2012

"AS CAMPONESAS" COMPLETARAM HOJE 28 ANOS


"AS CAMPONESAS" de Castro Verde



                                                                          José Francisco Colaço Guerreiro



Quando  fizeram   o seu  primeiro ensaio, dificilmente podiamos imaginar que o seu “atrevimento”  lhes  possibilitasse    romper preconceitos antigos  e a sua resistência, às adversidades  do tempo e das falas,   conseguisse abrir o espaço necessário  para o sonho vingar.

Até então, o cante colectivo em feminino só tivera lugar no campo, no trabalho e nas lidas, onde lhes era permitido e  naturalmente aceite, expressarem,  ao lado  dos homens, a sua sensibilidade e o seu  apego cultural à moda. Quando acabaram os trabalhos agrícolas  que  podiam absorver numa só herdade muitas dezenas de assalariados, em mondas, nas ceifas, na apanha da azeitona e do grão, as mulheres remeteram-se à execução das tarefas caseiras, faltou-lhes lugar na produção, isolaram-se e perderam a oportunidade de continuar a cantar em coro. Pouco a pouco, da memória varreram-se as suas vozes  e o seu silencio ganhou foros de costume. Durante tempos assim foi.

  Hoje, passados que são já dezanove anos sobre o surgimento venturoso das “Camponesas” e habituados que estamos   a ver vários  outros coros femininos  pontuando de palco em palco e cadenciando de desfile em desfile, não causa mais espanto, nem  provoca  engulhos ou resistência, aceitar de novo, como natural o canto das mulheres .

Foi assim reposta a verdade, a justiça e a normalidade no cantar da moda.

As “Camponesas” com a sua tenacidade , puseram de pé um projecto cultural que constitui uma dádiva , empenhada  e aprofundada , de  “Modas Alentejanas" que elas  interpretam com uma devoção enorme, nascida da certeza de que assim estão a contribuir  para  que se avive a nossa memória colectiva  e não se restrinja a nossa  trajectória vocal  ao “canto  às vozes” em masculino , deixando-se à mercê do esquecimento uma grande parte da nossa riqueza cultural que também  reside no imaginário e na arte das nossas mulheres.

Lembramo-nos ,por exemplo, dos “Mastros” cujas origens julgamos remontarem à época dos descobrimentos, se atentarmos no simbolismo dos seus adereços e enfeites, os bailes de roda  dantes feitos “em pagamento de promessas” e agora organizados como  marcadores da tradição,    por ocasião dos Santos Populares.

 Vincando a natureza específica deste cantar  informal, "As Camponesas" fizeram regressar à lembrança outros cantes e outras tradições vocais perdidas.

Tiveram assim o condão de trazer à tona do nosso imaginário, com o cunho autentico que as caracteriza, a interpretação de modas de baile  de roda que  constitui um interessante repositório do nosso cante tradicional . Persistem cantando exemplos de beleza e  de grande rigor etno-musical, modas às quais  elas emprestam a beleza das suas vozes e o timbre das suas vivências como mulheres e como pioneiras do ressurgir do cante em feminino.

Importa ainda agora  sublinhar a entrega  imensa que "As Camponesas" fizeram desde logo ao projecto de Grupo,o qual ,  em si mesmo,  implicava uma ruptura com um estar anterior,já sedimentado,feito costume que  afastava as mulheres da vida cultural colectiva feita de acções e praticas publicas.Foi necessária uma coragem imensa para romper com as amarras ,para ultrapassar as vergonhas,para vencer os medos. E eram os maridos,bem habituados à mesa posta em horas rigorosas,e eram os filhos presos aos cadilhos,e eram os netos delas dependentes, todos incomodados com a atitude nova daquelas  mulheres,  por passarem a serem donas de alguns tempos livres.

Foi assim ha quase vinte anos, quando tudo era mais custoso.

Todavia, muitas foram as vozes boas, os cantares bonitos que não se chegaram a  ouvir ou logo se calaram, porque a liberdade ainda não desabrochou o bastante para permitir que as mulheres desta terra cantem em grupo.

Ainda assim é. Não raro vemos, tantas vezes sentimos, os olhares tristonhos de mulheres impedidas de fruir o prazer de juntarem a  sua voz ao coro, de sairem  para fora, cantarem em palcos, participarem  em iniciativas longe de suas casas, despontarem elas mesmas sem  as peias da observação tutelar dos maridos.

Mas aquelas que insistiram, que venceram e agora se afirmam como protagonistas da arte do cante, porta-vozes da defesa dos valores mais profundos da nossa memória etno-musical, sentem-se compensadas, libertas, diferentes e também indiferentes ao falatório que as linguas viperinas impiedosamente provocavam. Não podemos esquecer o desabafo de uma "Camponesa" septuagenária que em geito de confissão uma vez nos disse: "que me interessa que falem ...o mal delas é inveja de não terem homens iguais aos nossos que nos deixam cantar...eu cá por mim...hei-de continuar a vir até que possa...mesmo que esteja em casa com dôr de cabeça...venho para o ensaio ... ao fim de um pouco estou  mais aliviada". E depois... acrescentou: "e a pena que eu tenho é ter a duração quase acabada..." e quando o disse, virou a cara para o lado para esconder as lágrimas que brotavam sentidas, grandes, desprendidas da alma, donde também nascem as "modas" que as "Camponesas" cantam.

sexta-feira, 9 de março de 2012

POR ONDE PASSAM OS MEUS PASSOS


Castro

AMARELO E AZUL

Castro


CASARIO

Castro

RUA DIANTE


Castro

A PROPÓSITO DA CANDIDATURA DO CANTE A PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE


CANTE A PATRIMÓNIO – Emendar os Erros

                                                                  José Francisco Colaço Guerreiro



O nosso cantar, também chamado de cante, moda,  terno, ou canto às vozes, é mais do que uma interpretação vocal. Representa o sentir profundo da nossa identidade, moldada por vivências, emoções, realidades ásperas e olhares bucólicos, acumulados e fundidos no ser e no modo que faz de nós gente diferente.



Por essa razão, o seu tratamento seja em que sentido for, qualquer que seja o propósito, tem de ser cauteloso e assentar no pressuposto de que se está a manusear a alma de um povo inteiro. E para fazer mal feito, melhor será deixar estar assim.



Malgrado toda a valia que esta prática encerra , a dignidade de que se reveste e a importância que ainda tem na nossa memória colectiva presente, a  sua fragilidade é evidente. Desaparecida há décadas a sua ambiencia  natural, o espaço onde germinava e se desenvolvia, o cante passou  a viver quase e exclusivamente do alento que os  corais  generosamente lhe dão, emprestando-lhe as sonoridades, as vaias, as letras e os estilos aprendidos no orfeão da vida e guardados nos seus peitos, já quase todos eles com um arfar custoso.



E neste contexto, depois de se terem gorado pelo menos duas anunciadas candidaturas do cante a património da humanidade, cavalgando a onda da classificação do fado , foi publicamente anunciada no ultimo trimestre de 2011, uma nova tentativa de levar o cante ao mais alto patamar do reconhecimento internacional.



De Serpa e sobre Serpa, as televisões, as rádios e os jornais falaram abundantemente focalizando as atenções numa associação local, nos Grupos de lá  e num edil daquele concelho.



Não questionamos o protagonismo dado a quem ousou  erguer , de novo, a bandeira da classificação do cante. Aliás, a excelência dos corais de Serpa e a forma intensa como a moda é quotidianamente  vivenciada naquele concelho, são merecedoras do destaque dado.



Porém, a sensação de grande júbilo criada pela perspectiva de que, finalmente , o cante poderia beneficiar de uma maior atenção, com vista a ser dignificado o seu presente e garantido o seu futuro, depressa se nublou quando nos apercebemos que o processo de construção da candidatura se centrava exclusivamente num gabinete longe do Alentejo e donde era  intencionalmente banida a intervenção activa dos principais protagonistas do cante,  os nossos grupos corais, bem assim como os nossos autarcas,  cuja participação era , obviamente,  essencial à elaboração de um projecto credível, coerente e com substância.



Passados meses, já em finais de Dezembro, a MODA- Associação do Cante Alentejano foi convidada a subscrever um protocolo de apoio à candidatura e integrou a sua Comissão Executiva . Depois disso, vai recebendo alguns telefonemas avulsos,  integrou duas ou três comitivas de contactos com  entidades, mas nunca lhe foi dado o direito de se pronunciar sobre qualquer questão concreta, até porque, ao que sabemos,  ainda não se realizou uma única reunião formal com todos os membros deste órgão.



Por outro lado, as autarquias vêm, silenciosa e rapidamente, aproximar-se  o dia 30 de Março, data agendada pelos promotores para a  entrega em Paris da candidatura do cante.

Sabemos que o desconforto é grande na generalidade dos municípios alentejanos que não se podem conformar com o seu papel de meros subscritores, há meses atrás, de uma  intenção de apoio à candidatura que lhes foi pedida pela organização.

Como é óbvio, quase todas as autarquias assinaram, como lhes competia, o dito impresso de boa vontade. Esperavam, contudo, que numa fase seguinte, fossem ouvidas e integradas como parte activa e interessada no desenrolar da candidatura.



E no momento presente, se outra tivesse sido a lógica que preside à elaboração deste processo, ao invés do cada vez maior descrédito, o Alentejo estava a vibrar com a possibilidade do seu cante vir a ser património da humanidade.

A esta hora, as autarquias estavam a promover reuniões de análise e de debate  sobre a  moda com os seus corais, apontavam-se caminhos para resolver as fragilidades, firmavam-se compromissos, faziam-se pontes, estreitavam-se laços, na perspectiva da valorização desta nossa marca identitária e a desejada classificação do cante seria, depois, o culminar de um trabalho de fortalecimento das estruturas actualmente existentes.



Mas assim não acontece e todos nos sentimos defraudados, porque entendemos que de nada serve estar a prometer classificar, para que depois tudo fique na mesma.

Aliás, numa eventual hipótese de sucesso desta candidatura, assim construída à margem dos agentes do cante, como se podem envolver os grupos e comprometer as autarquias  com um “plano de salvaguarda” que os ignorou, ao qual não deram o seu saber, a que não somaram a sua experiência, mas que pelo contrário, foi escrito a sós, algures num gabinete e  numa corrida contra o tempo, de empreitada,  para cumprir um curtíssimo calendário de apresentação marcado não sabemos por que agenda ?



Receamos que por este caminho, traçado pelo voluntarismo e  marcado pela indiferença face aos autores do cante,  estejamos a perder a oportunidade de darmos a verdadeira valia a este património nosso.



E a nossa apreensão aumentou mais ainda, com a demissão do indigitado presidente da comissão científica da candidatura, Rui Vieira Nery que alegou , nomeadamente : “ … todo o processo de preparação dos conteúdos desta candidatura foi até agora conduzido exclusivamente pela comissão executiva, tendo a comissão científica sido confrontada, na sua recente primeira e única reunião até hoje realizada, com um formulário já em fase final de preenchimento”. E ainda, “ … face à intenção reiterada dos respectivos proponentes de apresentarem a candidatura até 31 de Março deste ano, não vejo que a comissão científica possa sequer ter a oportunidade de introduzir até lá atempadamente no processo em curso as correcções  de fundo que me pareciam indispensáveis” . E mais disse: “ … A apresentação exclusivamente pela Câmara de Serpa de uma candidatura de um género cuja pratica transcende largamente o âmbito geográfico deste concelho levantará certamente dúvidas justificadas sobre a legitimidade do proponente para o efeito.”

E mais adiante, Rui Nery acrescentou : “ … a preparação da candidatura do cante não foi acompanhada de um processo amplamente participativo envolvendo as comunidades que praticam o género ( o que não pode ser substituído por um almoço isolado de confraternização entre grupos), designadamente na identificação das características do género e do seu património, o que será inevitavelmente questionado pelo Secretariado, pelos peritos do Corpo Subsidiário e pela Comissão Intergovernamental”.



Neste contexto e sendo certo que uma não aprovação da candidatura do cante pela UNESCO inviabiliza a submissão de um novo projecto durante vários anos, entendemos que se impõe suspender a projectada entrega do dossier em Paris no próximo dia 30 de Março.



Subsequentemente, pela organização, deve ser prontamente redefinida uma nova metodologia de trabalho que integre a participação activa dos autarcas do Alentejo e incorpore todo o saber, experiência e vontade dos nossos grupos corais, nomeadamente naquilo a que ao “plano de salvaguarda” diz respeito.



Assim e numa via de diálogo , de partilha e de responsabilização de todos os actores que neste território vivenciam, suportam e dão corpo à tradição do cante, estamos certos que será possível construir uma candidatura de sucesso e  com real interesse para este valioso bem que é nossa pertença colectiva.

(artigo de opinião publicado na edição de 9 de Março de 2012 do jornal "Diário do Alentejo")


A CANTAR PARA QUE CHOVA

Tivemos esta noite no Programa Património um grupo de moradores do Monte da Sete a interpretar os canticos da chuva , como é costume naquela localidade sempre que o céu se fecha e a água não chega à terra.

quinta-feira, 8 de março de 2012

CINCO CARAPINHAS

 
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CAMPONESAS


Ontem, no ensaio do Grupo Coral "AS CAMPONESAS" de Castro Verde
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terça-feira, 6 de março de 2012

OH LUAR, OH LINDO LUAR


CANTIGAS DO BAÚ em actuação no Programa Património

AS CRIANÇAS AINDA CANTAM

Na nossa terra, a moda deixou de ser coisa dos velhos. As crianças voltam a ter gosto no cante...

segunda-feira, 5 de março de 2012

O BRASÃO

A PRAÇA


Castro

CHAMINÉS

Castro


NO LARGO DAS CHAGAS

Castro

TRAVESSA DO PAI NATAL

EM CASTRO

quinta-feira, 1 de março de 2012

CANTIGAS DO BAÚ

Participação do Grupo de Musica Popular de Beja no Programa Património

A GRANDE RODA DE AMIGOS

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VIOLAS LINDAS VIOLAS

O Grupo Campaniças Trio no Programa Património