sexta-feira, 27 de abril de 2012

OS NOVOS "CARAPINHAS"

São filhos, netos e bisnetos de alentejanos.
Entraram agora para a Escola de Cante " OS CARAPINHAS" que desde 27/3/1987 ensina as nossas crianças a cantar a nossa tradição vocal.
Fortalecendo os elos que nos ligam desde muitas gerações ao passado do cante, com eles vamos garantir futuro à nossa expressão vocal mais autêntica.
Por muito bem que cantassem temas de outras latitudes, nunca sentiriam, como sentem, a força das palavras nem a paixão das melodias, porque estavam a interpretar uma cultura alheia.

PARA DAREM FUTURO AO CANTE

AS CAMPONESAS cantam há mais de 28 anos o cancioneiro popular alentejano, com todo o empenho, para darem futuro ao nosso passado

TOQUE DE ACORDEÃO

O acordeonista Joaquim Guerreiro no "Programa Património"

POESIA POPULAR

O poeta Manuel Graça no Programa Património

quinta-feira, 26 de abril de 2012

DE MOMBEJA

O Grupo Coral de Mombeja esteve esta noite no PROGRAMA PATRIMÓNIO

PORMENORES

Grupo Coral e Etnográfico " AS CAMPONESAS"  de Castro Verde

quarta-feira, 25 de abril de 2012

28 ANOS A CANTAR A TRADIÇÃO

AS CAMPONESAS DE CASTRO VERDE

AS CAMPONESAS

AS CAMPONESAS  com o Grupo CONTRABANDO nas comemorações do 25 de Abril em Castro Verde

terça-feira, 24 de abril de 2012

quinta-feira, 19 de abril de 2012

AMOREIRAS -GARE

FESTAS DO MAIO

Para anunciarmos o programa das Festas do Maio de Amoreiras-Gare, estiveram no Programa Património, Antero Silva, Manuel Graça, Joaquim Guerreiro e Isaurinda da Graça Guerreiro

O CANTE - DOS CAMPOS AOS PALCOS ( Parte 4)

Intervenção de José Francisco Colaço Guerreiro no colóquio sobre o cante alentejano, realizado em 14/4/2012 em Odemira ( cortesia do blogue " Casa das Primas " )

O CANTE - DOS CAMPOS AOS PALCOS ( Parte 3 )

Intervenção de José Francisco Colaço Guerreiro no colóquio sobre o cante alentejano, realizado em 14/4/2012 em Odemira ( cortesia do blogue " Casa das Primas " )

O CANTE - DOS CAMPOS AOS PALCOS ( Parte 2 )

Intervenção de José Francisco Colaço Guerreiro no colóquio sobre o cante alentejano, realizado em 14/4/2012 em Odemira (  cortesia do blogue  " Casa das Primas "

O CANTE - DOS CAMPOS AOS PALCOS (Parte 1)

Intervenção de José Francisco Colaço Guerreiro, em colóquio sobre o cante alentejano, realizado em Odemira em 14/4/2012. ( por cortesia do blogue "A Casa das Primas ")

MUSEU DA LUCERNA

 MÁSCARAS TEATRAIS - Duas máscaras de comédia, entra as quais figura um vaso de corpo canelado. Sec I d.c.
 PÉGASO - mítico cavalo alado, em cercadura de vinhas e flores . Lucerna romana de tipologia rara. Sec II d.c.
 CAVALO. Sec I d.c.
HÉLIOS - deus do sol. Era na Grécia uma divindade menor, em relação a Apolo. Em Roma era o deus sol por excelencia, mediador, amigável e pacificador. Sec. II d.c.

sábado, 14 de abril de 2012

ACADEMIA SÉNIOR DE SERPA



SOPAS DE BELDROEGAS

ARROZ DE TÚBERAS

RIGOR E VERDADE




GRUPO CORAL FEMININO DA ACADEMIA SÉNIOR DE SERPA

quinta-feira, 12 de abril de 2012

COMEÇAR DE PEQUENINO


O Grupo Coral do 1º Ciclo de Vila Nova de São Bento, esteve esta noite no Programa Património

quarta-feira, 11 de abril de 2012

UM DIA PELA VIDA


                      No Programa Património/ Um Dia Pela Vida ,  realizado em Almodôvar

terça-feira, 10 de abril de 2012

O CANTE MERECE MAIS



CANTE A PATRIMÓNIO –  A árvore e a floresta



                                              José Francisco Colaço Guerreiro



Em 7 de Maio de 2011  foi feita a apresentação publica do projecto “Serpa Cidade Criativa ” ,  uma iniciativa liderada pela Confraria do Cante Alentejano e apoiada pelo Município local  que visava  a  integração do mesmo, na Rede das Cidades Criativas da UNESCO. Tinha como principal argumento a temática das músicas, em particular , o cante e as sonoridades ibero-americanas, sendo,  então, indicado o professor Carlos Laranjo Medeiros como o responsável pelos contactos junto da UNESCO.

Como este projecto se gorou ou cedo se concluiu pela sua inviabilidade, começou-se logo a esboçar, localmente, uma alternativa capaz de servir de suporte a outra nova candidatura junto da UNESCO que aproveitasse os contactos estabelecidos, os conhecimentos existentes, os caminhos já trilhados  e valorizasse qualquer recurso endógeno existente e susceptível de reconhecimento por aquela instância internacional.

E logo, o “Cante de Serpa” passou a ser o alvo dos propósitos de uma equipa que se desdobrou em palavras e acções visando este louvável desiderato. De novo, o professor Carlos Laranjo Medeiros, a Confraria do Cante e o Município de Serpa, juntando o engenho e a vontade, lançaram mãos à obra, visando construir uma boa razão para distinguir aquele potencial cultural de elevada valia.

A sós, gerindo o tempo e o modo a seu gosto, avançaram com escolhas, pediram ajudas e receberam apoios , sempre alheados do mundo em redor, pois nada tinham que partilhar com ninguém, nem careciam de opiniões alheias, visto que  trabalhavam com um bem concelhio.

Porém, certo dia, foi-lhes  feito o aviso que uma candidatura do “Cante de Serpa” a património da humanidade , por mais insigne que o mesmo seja, por maior distinção que o mesmo mereça, não seria susceptível de ser aprovada pela UNESCO que tem como regra, não classificar a parte de um todo, olhar a árvore sem ver a floresta.

Perante esta contrariedade, a equipa já no terreno, não esmoreceu e depressa foi encontrada a melhor solução aparente: a candidatura deixava de intitular-se “ Cante de Serpa” , passando a designar-se de “ Cante Alentejano” .

Quanto ao mais, nada havia a mudar, para além de uns pequenos ajustes.

E é aqui começa e acaba a nossa discordância, tanto com o modo gestionário, como com os objectivos a alcançar em resultado da candidatura.

Ora, entendemos que o actual corpo decisório  não merecia qualquer reparo, se estivesse em causa a preparação para a  classificação de um bem concelhio. Porém, já que se trata da candidatura do cante alentejano, do bem colectivo de toda uma região, não vemos como se pode prescindir, na organização, da palavra, das ideias e das opiniões dos autarcas do Alentejo onde se canta a moda.

Parece-nos, completamente inadequado  e insuficiente, o papel das autarquias estar limitado à mera subscrição de uma declaração de apoio ao cante a património.

Como principio, independentemente, da génese da candidatura, todos os autarcas deviam ter sido convidados a integrar activamente o processo, directamente ou através de uma sua Associação representativa.

Assim e só assim, estariam por dentro, sentindo a motivação e o envolvimento necessários para  agirem localmente junto dos seus grupos corais e com eles criarem os compromissos necessários à aprovação dos “ seus  planos de salvaguarda” do cante.

Aliás, mais do que o galardão que a UNESCO poderá atribuir ou não ao nosso cantar, o que importava , efectivamente, era o  aproveitamento do presente ensejo para se traçarem novos compromissos e criarem outras dinâmicas que visassem retirar os seus interpretes, os nossos grupos corais ,do marasmo onde sobrevivem.

Mas curioso é notar que no contexto presente, a Comissão Executiva da Candidatura, na propaganda que de si própria faz, teve o cuidado de transformar esta sua fragilidade num motivo de corpulência  e brio, apregoando incessantemente que quase todos os corais e municípios estão consigo, apoiaram e são subscritores da sua intenção.

Não conhecemos quem não deseje ter o cante promovido a Património da Humanidade.

Nós próprios, desde há vários anos, sobre a classificação do cante como património de interesse municipal, temos escrito e pugnado.

Aliás, a MODA- Associação do Cante Alentejano de que fomos fundador e presidente da direcção e da qual somos e seremos  presidente da assembleia geral até ao próximo dia 15 de Abril,  desenvolveu, já faz tempo, junto dos municípios onde se canta a moda, uma campanha visando o reconhecimento do cante alentejano como património e os grupos corais como seus parceiros culturais privilegiados.

Desse afã resultou uma declaração  generalizada por parte de quase todas as autarquias das terras do cante, sendo, talvez por acaso, Serpa uma raras das excepções.

Apesar da insistência pessoal dos membros da direcção da MODA, tendo em vista a sensibilização daquele município para as vantagens recíprocas da dita declaração, só agora, já a meio do curso desta candidatura e por necessidade óbvia, é que Serpa cedeu.

Mas agora não cede e embora seja evidente a necessidade de se fortalecer a candidatura do cante, dotando-a de outro  crédito, fulgor e envolvimento, não pretende suspender a sua entrega em Paris, na data inicialmente prevista. De nada serviram algumas recomendações próximas nem as opiniões abalizadas de dois membros da Comissão Cientifica, o presidente que se demitiu e  uma outra ilustre estudiosa do cante alentejano que se recusou a substitui-lo.

Achamos que esta precipitação é um erro que o cante vai pagar caro, por isso, nos temos insurgido contra quem destina e  quem permite que este processo avance sem a consistência desejável.

 E não vai ser um ano inteiro de folclore em torno da moda , centralizando televisões e eventos no concelho promotor que nos vai compensar da oportunidade perdida de se fazer mais e melhor pelo cante alentejano.

Todavia, caso se cumpra o desígnio da agenda, calaremos a partir dessa data, o eco do nosso desconforto e seremos até à decisão final, em Novembro de 2013, apoiantes silenciosos do Cante a Património, porque o tempo útil da contestação acaba aqui.

( Artigo publicado na edição de 30/3/2012 do jornal " Diário do Alentejo" )