segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A ALEGRIA DE CANTAR

AS CAMPONESAS

DOIS CANTADORES DE BALDÃO

Manuel Graça e Vitor Palma

TRÊS CAMPONESAS

Na Planicie  a Cantar

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

CANTADORA DE BALDÃO

Mariana Maria

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

domingo, 21 de outubro de 2012

MANUEL BENTO

O Mestre Manuel Bento também  esteve presente no Encontro de Tocadores e Cantadores

O XXII ENCONTRO DE CANTADORES DE DESPIQUE E BALDÃO E DE TOCADORES DE VIOLA CAMPANIÇA


 COMEÇÁMOS PELA AÇORDA
 HOMENAGEOU-SE O ZÉ GUERREIRO DA À METADE
 OUVIMOS TOCAR OS ALUNOS DA ESCOLA DE VIOLA CAMPANIÇA
 CANTOU-SE AO DESPIQUE E BALDÃO
 
 VOTOU-SE PARA SE ESCOLHER O HOMENAGEADO DE 2013
TENDO RECAÍDO A ESCOLHA NO SOBREIRAL

sábado, 20 de outubro de 2012

CARDADORES DA SETE


CANTADOR

O Cantador Leonel das Perrarias em concentração

UM CANTE


DESPIQUE E BALDÃO


ENCONTRO DE CANTADORES DE DESPIQUE E BALDÃO - 2003

 

José Francisco Colaço Guerreiro

 De tarde a chuva estrambalhou os corais que desfilavam ao compasso das modas ou,  melhor dizendo, cantavam à cadencia de um marchar sustido pelas vaias e pelas requebras que o cante impõe e o fôlego permite.

Depois à noite, o céu rompeu-se em esgarrões que faziam correr as valetas como há muito já não se via. No parque, a tenda montada para acolher o encontro, começou logo a mostrar que era mais adequada para o tempo seco. Nos pegamentos, à força da água ou à custa dos anos, começou a verter e foi preciso arredar as mesas para fugir às goteiras.

A borrasca podia ser obstáculo à festa, mas os cantadores chegavam aos magotes, dois daqui, três dali, juntos no vir, para dar coragem, porque isto do cante quere-se com parcerias.

Os do campo, os da serra, que eram os mais, e os outros que andam soltos sem compromisso à terra, mas também sem grande sujeição ao vício.

Sentam-se por ali, falam, dão tanganhadas, raros abraços, alguns acenos. Começam por registar as presenças, vão contabilizando as faltas, de soslaio vão controlando as entradas num medir de forças estratégico e indisfarçável.

Lá se levantam, dão duas voltas, pigarreiam, levam a mão à garganta, abanam a cabeça para insinuar uma dôr na garganta. Continuam a rodar, vão mancando a mesa à volta da qual se hão-de sentar e esperam que os mais afoitos tomem lugar.Com toda a manha que a vida dá, vão-se chegando para um lado ou desviando-se do outro onde a sua posição é mais vulnerável.

Depois voltam os lamentos: que não deviam ter vindo, que não estão capazes, que há uma porção de dias que não têm fala que preste.

A mesa vai-se compondo.

Onde já não há campo, ainda se apertam um pouco desde que seja para se sentar um favorito ou para dar lugar a um tocador que tem na roda um valor maior.

Uma vez sentados, começa o jogo da encenação, acabam as amizades, instala-se a desconfiança, sobrevém algum nervosismo. Buscam alguma concentração olhando para o prato da açorda. Fala-se pouco .Discute-se menos. Não se riem. Fazem cara séria, sobrolho carregado, para impressionar, deixando fugir aqui e além um sorriso incontido.

Conhecem-se quase todos de ginjeira. Sabem bem que se facilitarem, alguém aproveita, perde o respeito e ataca.

Este ano homenageou-se o Aníbal Jesuíno, um resistente do cante, escolhido no ano transacto pelos camaradas para merecer o louvor.

Para ele foram as cantigas da primeira volta. Alguns persistiram no mesmo afundamento noite fora, até esgotarem o manancial das que vinham estudadas.

Outros sacaram das suas razões para ajustarem contas antigas e ainda não saldadas em recontros anteriores.  Depois veio à baila o recinto da feira com os paralelos e as ruas empedradas. Mas , como sempre, a temática predominante focalizou-se na eterna rivalidade campo/serra. Virtudes e desgraças de uma banda e outra, dissecadas em poesia repentista ditada por sentimentos e emoções trazidos de geração em geração.

O correr da noite vai amaciando as gargantas e o cante fica mais bonito. A rodagem do pensamento vai espevitando a inspiração e as cantigas saem mais profundas.

Às vezes , acendem-se as palavras com um azedume que parece queimar  .Cerram-se os olhos e desferem-se os golpes    ,certeiros ,direitinhos ao alvo. Os visados encaixam .Não fazem mais que um sinal breve de entendimento. E  nisto é que está a arte. Não se   deixar perturbar. Os que têm veia respondem ao consoante, rebatendo, desarmando, mostrando aos demais as fraquezas ou as vergonhas dos adversários.

 A poesia nasce fluida, no flagrante da ideia e depois é despejada, num movimento circular, envolta numa sonoridade antiga, arrastada, gemida, gritada.

As violas passaram pelas mãos de três tocadores e era já alta noite quando se calaram vencidas pela abalada dos homens amantes da tradição.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

ENFEITES

Adereços do Grupo Instrumental "Flores do Campo" de Alcaçovas

FLORES DO CAMPO

Esta noite tivemos no Programa Património a companhia do Grupo Instrumental "Flores do Campo" de Alcáçovas

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

FADO

Esta noite tivemos no "Programa Património" a presença fadista de Ana Sofia soares

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

RIMANDO VIVER COM SABER

António Assunção Martins, foi mestre dos sete ofícios, de hortelão a carpinteiro. Já numa fase adiantada da vida deixou-se seduzir pela poesia e agora faz rimar os pensamentos.
Veio de Almodovar para estar esta noite no Programa Património.

CANTE - A ALMA DO POVO ALENTEJANO

No passado dia 29 de Setembro a Cortiçol - Cooperativa de Informação e Cultura levou à Casa do Alentejo em Lisboa os seus grupos corais : AS CAMPONESAS, AS CEIFEIRAS e a ESCOLA DE TOCADORES DE VIOLA CAMPANIÇA

COZIDO DE GRÃO


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

OS GRUPOS DA CORTIÇOL

No final de atuação na Casa do Alentejo

terça-feira, 2 de outubro de 2012

JANITA E VITORINO LANÇAM "MODA IMPURA"






A CORTIÇOL ANIMOU A CASA DO ALENTEJO

 
 
No passado dia 29 de Setembro, a Cortiçol - Cooperativa de Informação e Cultura de Castro Verde, deslocou-se à Casa do Alentejo em Lisboa, para levar à nossa embaixada na capital, algum do trabalho desenvolvido pelo Departamento Cultural daquela cooperativa.
 Atuaram os alunos da Escola de Viola Campaniça
 Cantaram "As Camponesas"
 Cantaram "As Ceifeiras"
E no final, cantaram todos em conjunto

PROMESSAS

A tradição tem futuro. Em primeiro plano, David Pereira com a viola campaniça e Vitor Palma a cantar o baldão, na Festa do Programa Património.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

CASTRO

Cercanias

SÃO SEBASTIÃO DA VILA

Em Castro. O rossio do santo.

FÁBRICA DAS ARTES

Foi hoje inaugurada em Castro Verde a "Fábrica das Artes" que vai albergar o polo local do Conservatório Regional do Baixo Alentejo