quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

REGINA CORDIUM


O Coro Regina Cordium  esteve mais uma vez presente num Programa Património, divulgando os seus cânticos

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

CANTAR ALJUSTREL

Vozes Femininas do Grupo Cantares de Aljustrel marcaram presença no Programa Património

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

CANTARES DE ALJUSTREL


Na passada quinta-feira, demos a conhecer no Programa Património o Grupo Feminino " Cantares de Aljustrel" , constituído em Abril de 2013

domingo, 1 de dezembro de 2013

SERÕES DE ALDEIA

 
O Grupo Coral " Serões de Aldeia" da Trindade no Programa Património 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

TRINDADE

 
O Grupo Coral " Serões de Aldeia" da Trindade, voltou a passar pelo Programa Património

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

CANTAR O SUL

Os Cantadores do Sul, no Programa Património

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

CANTADORES DO SUL


Esta noite no Programa Património tivemos a companhia do Grupo Cantadores do Sul

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

VOZES FEMININAS

 
O Grupo Coral Vozes Femininas de Amoreiras-Gare, esteve mais uma vez presente no Programa Património

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

LEONEL DAS PERRARIAS

O poeta, cantador de baldão, tocador e sabedor dos segredos rurais, Leonel das Perrarias passou mais uma vez pelo Programa Património

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

DE PIAS

 
As Ceifeiras 

O TOCADOR

 
Manuel Florêncio 

POETA POPULAR

 
Manuel Mira 

CEIFEIRAS DE PIAS

No ultimo Programa Património, tivemos connosco este excelente grupo coral da margem esquerda.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

NA GRANDE RODA DE AMIGOS

 Anacleto e Dário do Grupo "Almodôvar Solidário",  vieram apresentar um espetáculo de solidariedade
 No Programa Património, também esteve o poeta popular Manuel Mira
e o tocador de harmónica Manuel Florêncio

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

ROSINHAS

Tivemos no Programa Património "As Rosinhas" de Santa Clara do Louredo

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

MARGENS DO ROXO

 
Nesta quinta feira, tivemos no Programa Património o Grupo Coral " Margens do Roxo" de Ervidel

terça-feira, 8 de outubro de 2013

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

AS CAMPONESAS

 Esta noite, pelo "Programa Património" passaram AS CAMPONESAS e o tocador de harmónica Manuel Florêncio

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

ESPIGAS DO ALENTEJO

 
Tivemos no Programa Património o Grupo de Musica Popular " Espigas do Alentejo" de Beja 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

DOURADAS ESPIGAS

 
Como é enternecedor e bom ouvir cantar a tradição por vozes tão jovens

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

DOURADAS ESPIGAS

Hoje, no dia do seu 6º aniversário, tivemos no Programa Património, a companhia das  "Douradas Espigas"  de Albernoa

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

JOÃO PESTANA

Esta noite, contámos com a companhia do João Pestana no Programa Património

TODAS AS QUINTAS FEIRAS


Todas as quintas feiras, entre as 21 e as 24H , temos Programa Património. Os sons do Alentejo, ficam disponíveis em www.radiocastrense.net

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

DEMOS E DAMOS A NOSSA ATENÇÃO AO BALDÃO

Cante de Baldão no Programa Património com prestigiados cantadores  acompanhados pela viola campaniça de Pedro Mestre

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

CANTE DE BALDÃO

 ESTA NOITE O PROGRAMA PATRIMÓNIO
promoveu as festas de S. Martinho das Amoreiras
com um cante de baldão



 




terça-feira, 13 de agosto de 2013

LUGARES QUE FALAM


Rua de Castro 

GRUPOS CORAIS



GRUPOS CORAIS – É TEMPO DE MUDAR DE RUMO

                                          

                                                                              Por   Colaço Guerreiro

 

Os poderes assistem  impávidos e praticamente indiferentes à delapidação ,ao apagamento e até mesmo ao aviltamento do  património mais rico desta terra e da nossa gente. Falta-lhes claramente a consciência da importância  que o cante tem  como elemento socialmente agregador  , parecem estar destituídos da noção do valor que é inerente à expressão vocal do nosso povo, mostram-se alheados do seu estado e também dos cuidados que deveria haver para tornar mais sólida essa nossa matriz cultural .

Não planeiam ,não projetam e por isso não executam nenhuma estratégia  de valorização do cante . Não buscam encontrar com os protagonistas medidas a adotar no sentido do favorecimento  da afirmação da moda . Recusam-se a dar um tratamento ao cante que tenda a projeta-lo  para o nível de  prioridade  cultural primeira .

 Assim ,aos Grupos não é conferido estatuto artístico e quando para eles olham ,mesmo sem desdenhar, nunca lhes conferem  importância  em termos orçamentais ou logísticos e muito menos no que respeita à consideração e ao afeto que lhes deviam merecer.

Qualquer Grupo Coral supera em numero de  elementos, em entrega, em atuações e em representatividade  o plantel do grupo de futebol local , mas  a todos é fácil constatar quais os apoios que anualmente estão reservados a um e a outro. Enquanto assim for ,e só deixará de o ser quando a atual  atitude  for modificada , uns são  atletas ,vedetas, campeões e os outros são os coitados que cumprem um quase dever de arrastar consigo o peso duma tradição a que só às vezes e quando dá jeito importa lembrar e enaltecer. Também por isso , a participação ou  a  simples identificação com o fenómeno bola  é querida e invejada , sendo, ao invés, a motivação pelo cante progressivamente arredada das  preferências da nossa gente ,em particular, da juventude .

Sabemos que o problema em questão é  de grande complexidade e de difícil solução ,mas consideramos também que  ,por isso mesmo, não se pode deixar passar, passivamente ,  mais tempo sem que nada se faça para evitar a sangria de emoções presente que irá inevitavelmente  transformar um fenómeno cultural de massas  numa pratica restringida à intervenção de uns poucos  que por razões específicas conseguiram  resistir às adversidades e temporariamente  manterão o cante ainda vivo com maior ou menor rigor. 

Desta realidade não cabe  a responsabilidade em exclusivo aos poderes e referimo-nos a todos, mas não podemos ignorar que são eles que tudo influenciam e quase tudo determinam.

Também não queremos acusá-los de terem deliberadamente movido contra o cante um processo persecutório, mas não podemos deixar de constatar que  quando  se interessam pelos Grupos ou pela moda  o fazem sempre de um modo frouxo, parecendo-lhes que já dão mais que a conta, deixando sempre evidenciar uma atitude de algum distanciamento que resulta não de cautelas políticas mas antes de preconceitos socioculturais. Há tiques que são indisfarçáveis e  há atitudes que são bem denunciadoras do real conceito que têm do trabalho cultural e da valia artística dos corais. Existe efetivamente  um tratamento pouco empenhado, aligeirado e às vezes oportunista  relativamente  aos Grupos quando os consideram gente que canta só por cantar e que sempre o fizeram daquele modo , incondicionalmente ,a troco de coisa nenhuma ,só para aliviar as suas mágoas ou tensões .

A génese  do cante , o meio em que se desenvolveu e  o suporte  socioeconómico que lhe emprestou a alma , são, porventura, as razões principais do tratamento menor que os poderes lhe destinam. Os colarinhos brancos nunca cantaram a moda ,só excecionalmente se misturaram com ela e ainda agora assim o é .Uma  estratificação social tão vincada como foi e ainda é a nossa ,criou barreiras que isolaram a moda no domínio dos esforçados, no mundo dos deserdados do ter, sem que a força das raízes ou a luz do intelecto tivessem até agora conseguido romper brechas nas muralhas do seu isolamento.

Os Grupos começam  a encontrar pela primeira vez o seu rumo e a sua organização conducentes ao estabelecimento de critérios para unificarem o seu proceder visando a  dignificação da sua expressão vocal e consequentemente a nossa identidade .É altura de lançarem um olhar sobre si mesmos ,refletirem, melhorarem a conduta e o especto e discutirem regras e condições de participação em quaisquer eventos. Chegou o tempo de não  pedirem  nem   pagarem para os deixarem cantar. Devem aprender com os erros do passado e não embarcar à toa atras de convites onde o cante é só um pretexto para encher cartazes de festas ou engrossar manifestações  , mesmo que tenham por lema a defesa da tradição ou a cultura popular .

É tempo de se olhar para os Grupos Corais como agentes culturais de grande mérito  e considerar-se arte de grande valia a atividade que desenvolvem.

É tempo de  estimarmos o seu trabalho e invejarmos a sua produção.

É tempo de  os Grupos Corais se afirmarem como parceiros culturais privilegiados em cada concelho e a moda alentejana ser considerada património cultural do Alentejo. 

AO LONGE O MONTADO

 
CASTRO

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

SEMPRE O CANTE


I CONGRESSO DO ALENTEJO

 

Beja,8/9  de Novembro de 1997

 

 

CANTE : Organizar para Fortalecer

 

                                                  por   José Francisco Colaço Guerreiro

                                                                                (Cortiçol)

 

O nosso cantar tradicional , cuja valia presente e futura parece ser inquestionável, provém de uma época marcada por uma envolvência  social, económica e cultural bem diversa da realidade actual. Podemos dizer que as vivências que enformaram o seu estilo , ditaram a sua poesia e vincaram as suas sonoridades , há muito que deixaram de  fazer parte do nosso quotidiano.

Desde então,o cante perdeu  a sua função real, desprendeu-se da sua ligação à vida ,é agora, uma projecção virtual da nossa memória colectiva.

 Por isso, a moda , não é mais o espelho reflector do sentir corrente e  assim, permanecerá incólume ao passar do tempo ,encerrando como um sacrário os elementos agregadores da nossa identidade,a mística da nossa paixão por esta terra.

Sem receber a seiva do labor e tendo quase perdido a sua utilidade no ócio, o cante ainda perdura como manifestação cultural pujante entre a nossa gente, graças à persistência estóica dos Grupos Corais que indiferentes às contrariedades e sem ligar a fraquezas, mantêm viva essa forma sublime de expressão.

De facto ,do nosso ponto de vista, são os actuais centro e doze Corais, os grandes intérpretes da moda e os  guardiões efectivos da nossa tradição vocal já que, desapareceram os ambientes onde de um modo natural e espontâneo desabrochavam e se expandiam os nossos cantares . Por conseguinte, devemos cuidar de olhar  atenta e cautelosamente para essa realidade aparentemente ainda fulgurante, mas, intrinsecamente, muito volátil e frágil.

O acaso ou circunstâncias imponderáveis têm determinado o surgimento e o desaparecimento dos Grupos Corais, sem que ,salvo o acometimento interesseiro e pontual das instrumentalizações políticas, tivessem logrado beneficiar de quaisquer intenções sistematizadas de apoio. Poderá dizer-se, sem forçar a nota, que o seu cantar tem sido de autentica resistência porque só assim  a generosidade é tanta e o sacrifício que lhes é exigido é suportável.

Padecem por mil queixas ,persistem pela vontade, insistem só pelo gosto do cantar,de deitar cá para fora os sons aprendidos há gerações , as vaias que se repetem  e ainda nos trespassam com a mesma intensidade de ontem.

Importa,assim ,organizar para fortalecer esta corrente de lembrança,este movimento de cultura autentica, sem o que continuaremos carentes de afirmação, falhos de meios, distantes até da dignidade com que deviam ser tratados.

Consideramos que se nos impõe colocar no horizonte dois objectivos tendentes a possibilitar a inversão do panorama actual no que respeita  ao cante :

-Primeiro : Iniciar um movimento de opinião que conduza à classificação do cante como património do Alentejo;

-Segundo : Desenvolver ,subsequentemente ,um trabalho de afirmação junto das autarquias para que os Grupos Corais venham a ser reconhecidos como parceiros culturais privilegiados.

De uma situação e de outra , resultará a necessária dignificação do cante e dos seus intérpretes, conduzindo a que sobre eles se lance um olhar diferente , abrindo por arrastamento, a porta à captação dos mais novos para as nossas fileiras ,já que a sua ausência, é das razões maiores da nossa  preocupação.

Todavia, com os meios de que dispomos e com a força que temos, não lograremos ir para além dos limites da continuidade.

Importa que nos juntemos, que prossigamos de ora avante o diálogo e o debate iniciados neste Congresso, ganhando estrutura, arrebatando confiança, desenvolvendo a nossa capacidade organizativa.

Consideramos que a fundação de uma Federação agregadora dos Corais actuais e dos vindouros, poderá encontrar a resposta para os nossos anseios presentes e para as dificuldades futuras. Será um órgão de reivindicação e de diálogo com os Poderes. Será um meio de articularmos as nossas actividades, um elo a ligar as nossas iniciativas , um veículo de comunicação entre os grupos para quebrar o seu isolamento.

Parece-nos,por conseguinte,que a bondade do surgimento de uma Federação do Cante Alentejano é obvia, mas também julgamos não ser este o momento ideal para a sua constituição. Aliás, presentemente, a esmagadora maioria dos Grupos não está legalizada, não tem personalidade jurídica e,por conseguinte, ficaria à partida, arredada deste processo que todos pretenderão participado.

Logo, consideramos que na sequência da conclusão destes trabalhos que serão pela certa uma grande referência para a história do cante, os Grupos Corais deverão eleger um orgão representativo,um Secretariado  que terá por função criar condições práticas,materiais e jurídicas ,bastantes para que, ao cabo de um ano de actividade , seja constituída a Federação do Cante.

Teremos, então, de pé a fortaleza onde podemos albergar os sonhos  da nossa esperança  num cante possível para além da distancia dos quereres actuais. Contaremos, então, com a força criadora do pensar colectivo,com a invenção de caminhos para sairmos deste atasqueiro em que os Grupos se atolam e donde só poucos conseguem livrar-se.

Ganhando novo fôlego, saberemos empreender novas metas de exigências e  apostaremos com mais firmeza na autenticidade, no porte e até no brio essenciais a uma imagem mais condigna com a elevação que às vozes sabemos dar.

 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

AS DEBULHAS



AS  DEBULHAS

 por  José Francisco Colaço Guerreiro

 
Em volta dos montes e de roda das vilas, buscavam-se  lugares planos, com o terreno firme, de preferência rochoso ,onde se faziam as eiras. As primeiras eram de planta circular , maiores ou menores ,conforme a abastança e o tamanho da corda que prendia as bestas, forçadas a andar de roda vezes sem fim para pisar o cereal, a fava e o grão por descascabulhar.

Se as estrumeiras medravam perto das arramadas e das cavalariças, chamadas “casinhas”, mesmo juntinho   ao casario e para onde desembocavam duas aberturas feitas nas paredes, as eiras, ao contrário, iam-se moldando ,marcando no chão de ano para ano, arredadas da porta .

Tinham de ficar em sitio descampado por mor de apanharem bem o vento e com a orientação devida , para não encherem as casas de palhuço quando as forquilhas de pau se levantavam ritmadas, oferecendo a colheita à maré.

Assim, foi durante séculos, mas assim só é ainda, nalgum ponto mais recuado da serra, onde as máquinas se temem  a entrar e donde os viventes se recusam a sair.

Depois das debulhas  feitas à custa de braço e pateada, entrou em cena a tecnologia. Surgiram as primeiras máquinas debulhadoras movidas à força do vapor, verdadeiros encantos de potência e desembaraço que pelo modo como aliviaram a faina, ganharam a simpatia das gentes. Eram miradas na passagem e admiradas no desempenho.

Tornaram-se vultos de ferro e simpatia , motivos de admiração e de algum afeto, a pontos de serem designadas por um  nome próprio . Era a “pintassilga”. Era a “caminheira”. Eram outras mais que de caldeira acesa  percorriam as eiras das freguesias.

Anos depois, vieram as debulhadoras  fixas mais ligeiras, de cor amarela no seu  tabuado.

Ceifado o pão e depois  de enroleirado, era carregado para as ditas eiras. Só para as maiores que se enchiam de medas , dispostas conforme a variedade do cereal e segundo a dimensão da labuta.

Na vila, havia debulhas no largo da feira e na eira da máquina, para onde os seareiros transportavam em carros e carrinhas a pequenez das suas colheitas.

Mas as debulhas tinham grande encanto. Faziam soltar o sortilégio da abastança mesmo que esta fosse curta. Representavam o momento efetivo da devolução pela terra, em forma de semente, do trabalho nela investido em canseiras múltiplas.

Contavam-se as fundalhas. Corriam nas conversas as finezas e as desgraças de todas as searas. Este fundiu bem, aquele nem dobrou a semente. Foi por mor da chuva, porque não espigou, pegou-lhe a aforra, não foi bem tratado, faltou-lhe o guano, a sementeira traçou-lhe logo um mau fim.

E dantes os anos, muitos anos à fio, eram ruins. Feitas as contas, não sobrava nada.

Mas apesar disso, as debulhas tinham o tal  sortilégio de provocar encanto e de desenvolver uma mística de alguma paixão bucólica.

Esperava-se com frenesim a chegada da máquina e contavam-se os dias que faltavam para a ver aproximar-se , lentamente, bamboleando-se, de tombo em tombo ,pela estrada velha. Lá vinha toda aquela arrearia ,toda aquela gente, todo o movimento que o pessoal da máquina ,durante dias, gerava no monte sempre sossegado.

Encostavam a debulhadora  à primeira meda, descarregavam a torgia, acilhavam, travavam  os rodados de ferro, preparavam tudo com o preceito sabido.

Diante da máquina, à distancia da correia de lona grossa, tomava posição o trator que depois, dias a fio, fazia zunir as engrenagens. Mais afastada ainda, ficava a barraca, melhor dizendo, um toldo, feito de sacas esticadas  atadas nas extremidades de quatro paus. O bastante para fazer sombra. Juncava-se o chão para dar fresquidão e por ali ficavam as quartas de água e uns banquinhos. tipo mochos, onde o pessoal vinha desencalmar quando era rendido.

O tratorista, andava por ali, para observar o maquinismo. O saqueiro, aparava a semente, despejava os alcofões dos desperdícios, contava os sacos e tirava a maquia. Lá em cima, mais perto do sol ,andavam os fiscaleiros e os alimentadores, tentando atafulhar a goela larga da debulhadora. Mas ainda cá em baixo, mais perto do inferno, sofria o homem da munha, coberto de pó, enroupado com sacas, empapado em suor, aparando os restos que o fagulheiro deitava.

À sombra do toldo juntavam-se também os cães do monte, um gato ou um galo que o pessoal da máquina gostava de trazer.

Como   eles, os moços procuravam o fresco do verde. Com a junça e na hora do descanso os homens mais habilidosos faziam artes. Tranças, cestinhos e bastões que pareciam ir nascendo de uma magia qualquer.

De quando em vez, feita certa  conta de sacos, o saqueiro tocava um apito para a rendição.

Enquanto as medas minguavam iam nascendo e crescendo os  cavalos e depois, as serras de palha .Eram os trabalhadores da casa, com a  de cabeça tapada por um capuz de sapec que iam arrastando a palha com um rodo puxado por uma parelha de muares  para o sítio apropriado.

À noite, depois da ceia, ia-se dormir à eira, ao relento, embrulhados na palha caso refrescasse.

Passados dias, o monte voltava a esmorecer, quando era chegada a hora de vermos partir ,bamboleante ,aos tombos ,pela estrada velha, a máquina debulhadora amarela e no pó da estrada, ficava por um tempo, o rasto de uns dias diferentes que irradiavam a magia da abastança, mesmo que aparente.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

AS CEIFEIRAS DE ENTRADAS


OS CARAPINHAS

OS CARAPINHAS é uma escola de cante alentejano promovida pela Cortiçol em 27/3/1987 por onde já passaram centenas de crianças

O NOSSO CANTAR

No Programa Património desta quinta-feira, o CANTE ALENTEJANO teve um destaque especial
 
 
 
 Com o nosso Grupo Coral Infantil OS CARAPINHAS
e  AS CEIFEIRAS de Entradas 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

MUSEU DA RURALIDADE

 
II Aniversário do Núcleo da Oralidade do Museu da Ruralidade em Entradas

sexta-feira, 12 de julho de 2013

CANTARES DE SÃO MARTINHO

O Grupo Coral e Instrumental Amoreirense, no Programa Património

À NOITE EM CASTRO


quinta-feira, 11 de julho de 2013

MODAS DE SÃO MARTINHO


Esta noite no Programa Património tivemos a companhia do Grupo Coral e Instrumental Amoreirense 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

IGREJA DAS CHAGAS


Castro

AS CAMPONESAS


Esta noite, no ensaio

CELEIRO DA COMENDA

 
Castro 

CASTRO


RUA DIANTE

 
Castro 

RUA DE OURIQUE

 
Castro 

terça-feira, 9 de julho de 2013

CASTRO


ROTUNDA DAS OVELHAS

 
Castro 

MOINHO DA ALTURA DE BEJA

 
O que resta ...

SÃO SEBASTIÃO


ESTEVE NO PROGRAMA PATRIMÓNIO

 
Joaquim Guerreiro

ESTIVERAM NO PROGRAMA PATRIMÓNIO

Grupo de Viola Campaniça de Castro Verde 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O ALHINHO DO ROSÁRIO


O poeta Alhinho do Rosário esteve no Programa Património 

ALBINO DE GOMES AIRES

 
Há anos que empresta a sua arte à grande roda de amigos 

PASSOU NO PROGRAMA PATRIMÓNIO


TRABALHO DA CORTIÇOL EM AGOSTO DE 1994



Passou no Programa Património em 1999


sexta-feira, 5 de julho de 2013

OS PEQUENINOS QUE CANTAM

 
Carapinhas de Castro Verde 

TRÊS GERAÇÕES A CANTAR

 
Grupo Coral Feminino da Granja no Programa Património

quinta-feira, 4 de julho de 2013

CULTURA - A MAIOR RIQUEZA

Esta noite tivemos no Programa Património o Grupo Coral Feminino Granjart da Granja/Mourão

sexta-feira, 28 de junho de 2013

O ALHINHO DO ROSÁRIO

O António José Baltazar, ( o Alhinho do Rosário)  excelente poeta popular, fez-nos companhia no ultimo Programa Património

ANDORINHAS DO ROSÁRIO

 No ultimo Programa Património, contámos com a participação do Grupo Coral " Andorinhas do Rosário" , acompanhadas do seu ensaiador e jovem cantador Ruben Lameira